O social em primeiro lugar!
Em toda a Europa, as populações pagam um preço cada vez mais elevado pela crise. As verdadeiras causas desta crise são a desregulamentação financeira, as privatizações dos serviços públicos e a distribuição da riqueza cada vez mais desigualitária.
Os ataques brutais aos direitos sociais adquiridos assemelham-se em todos os países da Europa: ataques contra a função pública, contra a indexação dos salários e contra o sistema de segurança social pública. Os planos de austeridade vêm agravar a situação e conduzem os estados a uma espiral da qual não conseguirão sair.
Esta nova política neoliberal traduz-se a nível local: na diminuição dos impostos sobre os lucros das empresas e o aumento considerável das taxas sobre os bens ou serviços de primeira necessidade, como a água, a canalização e a recolha do lixo. Como se não bastasse, eles não hesitam em privatizar a energia, como a rede eléctrica.
Mas em toda a Europa, aumenta a resistência contra esta politica devastadora. No Luxemburgo, só a voz do déi Lénk se faz ouvir para recusar as politicas anti-sociais. Em conjunto os sindicatos e os movimentos sociais, o déi Lénk propõe um projecto político alternativo, dando maior relevo aos valores democráticos, ecológicos e sociais.
As câmaras municipais podem ser lugares de resistência e de realização de projectos alternativos concretos. Assim, a extensão dos direitos de intervenção democrática de todos os cidadãos e cidadãs, a mudança energética e uma outra divisão da riqueza gerada são projectos que se impõem e são possíveis ao nível municipal.
Por estas razões, apelo aos meus concidadãos e concidadãs portugueses que vivem no Luxemburgo que votem no déi Lénk nas eleições municipais do dia 9 de Outubro de 2011.
Francisco Louçã, Coordenador do Bloco de Esquerda
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